December 21st, 2011
Gal Costa & Caetano Veloso



recanto escuro



Eu venho de um recanto escuro O sol, luz perpendicular Do outro lado azul do muro Não vou saltar
Eu chego às portas da cidade E nada procuro fazer Espero, nem feliz nem gaia Acontecer
Não salto mas sou carregada Por asas que a gente não tem A luz não me fulmina os olhos Nem vejo bem
Em breve só saio de noite A lua não me rasga o peito Cool jazz me faz feliz e só Não tenho jeito
O álcool só me faz chorar Convidam-me a mudar o mundo É fácil: nem tem que pensar Nem ver o fundo
O chão da prisão militar Meu coração um fogareiro Foi só fazer pose e cantar Presa ao dinheiro
Mas é sempre o recanto escuro Só Deus sabe o duro que eu dei Mulher, aos prazeres, futuro Eu me guardei
Coisas sagradas permanecem Nem o Demo as pode abalar Espírito é o que enfim resulta De corpo, alma, feitos: cantar

Gal Costa & Caetano Veloso

recanto escuro

Eu venho de um recanto escuro
O sol, luz perpendicular
Do outro lado azul do muro
Não vou saltar

Eu chego às portas da cidade
E nada procuro fazer
Espero, nem feliz nem gaia
Acontecer

Não salto mas sou carregada
Por asas que a gente não tem
A luz não me fulmina os olhos
Nem vejo bem

Em breve só saio de noite
A lua não me rasga o peito
Cool jazz me faz feliz e só
Não tenho jeito

O álcool só me faz chorar
Convidam-me a mudar o mundo
É fácil: nem tem que pensar
Nem ver o fundo

O chão da prisão militar
Meu coração um fogareiro
Foi só fazer pose e cantar
Presa ao dinheiro

Mas é sempre o recanto escuro
Só Deus sabe o duro que eu dei
Mulher, aos prazeres, futuro
Eu me guardei

Coisas sagradas permanecem
Nem o Demo as pode abalar
Espírito é o que enfim resulta
De corpo, alma, feitos: cantar

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